Animal agora passa pelos cuidados da ONG Aquasis.

Animal é o quarto encalhado em praias do Ceará
Legenda: Animal é o quarto encalhado em praias do Ceará
Foto: Reprodução/Aquasis

Com este, o Estado já soma quatro encalhes de peixes-boi neste ano, segundo o veterinário e coordenador do Programa de Mamíferos Marinhos (PMM) da ONG Aquasis. Contudo, o número está dentro da média registrada nos últimos 15 anos.

“A gente tem uma média de que mais de 90% dos encalhes de peixe-boi no Ceará são de filhotes. Em comparação nacional, o Ceará lidera esse índice de encalhes”, afirma.

Segundo o veterinário, a ONG foi acionada por uma instituição local após o encalhe de Katu. “A gente já tem um contato para atender ocorrências de lá. Repassamos as medidas de primeiros socorros enquanto a nossa equipe ia para o local fazer o resgate”, diz.

“A gente fez uma avaliação de clínica e ele estava aparentemente bem. Coletamos o sangue para analisar melhor e pudemos perceber que o animal estava desidratado, pouco imunossuprimido, muito por causa da separação recente da mãe, e com um estresse muscular”, explica Vitor Luz.

Apesar disso, na última terça-feira (20), o peixe-boi passou por outra avaliação que revelou uma melhora. “Alguns níveis avaliados anteriormente ficaram normais, ele já está mamando bem e está fora de risco”.

Encalhes

Em setembro, um outro peixe-boi foi achado por banhistas na praia do Morro Branco. O animal também é filhote, está bem e sob os cuidados da Aquasis.

Conforme o coordenador do PMM, não há como determinar exatamente o motivo dos encalhes, porém “as causas geralmente são comuns para todos os filhotes. Ocorre a perda de habitat favorável para as fêmeas terem o filhote e cuidarem deles na natureza. Elas acabam procurando regiões inadequadas e os filhotes mais frágeis ficam sujeitos ao tempo e às corrente e acabam encalhando”.

O processo de reabilitação dura, pelo menos, dois anos e meio até que o peixe-boi possa ser transportado para o cativeiro de adaptação no mar, em Icapuí, onde ele deve passar mais seis meses em adaptação, esclarece Vitor Luz.

Quem achar um animal encalhado nas praias do Ceará não deve tentar devolvê-lo ao mar, ressalta Vitor. “Quando devolvemos ao mar, estamos tirando a chance dele de ser alimentado e cuidado. Se possível, também é importante mantê-lo protegido do sol”, orienta. Logo após os primeiro socorros, o banhista deve entrar em contato com a Aquasis para fazer o resgate pelo telefone (85) 9 9800-0109.


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