O local é conhecido por sua riqueza natural e patrimônios arqueológicos. Ao todo, serão 65,5 hectares de proteção integral

A partir da publicação no Diário Oficial do Estado, a Gruta Casa de Pedra será uma área de proteção integral, ou seja, fica terminantemente proibida atividades de uso com seus recursos naturais, como, por exemplo, obras civis de terraplanagem, abertura de estradas, e outras atividades que possam, sem justificativa, alterar ou modificar os bens naturais protegidos por lei.

Também não poderá ser usado seu patrimônio espeleológico e histórico arqueológico, e sua criação visa também fomentar a conscientização da população no tocante à preservação do patrimônio ambiental, cultural, arqueológico, histórico e geológico, bem como a importância da área para a pesquisa científica.

“Trata-se de um local belíssimo, com rudimentos arqueológicos e propício para o ecoturismo e educação ambiental. O decreto protegerá esta área tão relevante para nossa história e geografia para as futuras gerações”, assegurou Artur Bruno, titular da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema).

Importância

A gestora da Conservação da Diversidade Biológica (Cedib/COBIO), da Sema, Andréa Moreira ressalta que a UC está inserida na Área Prioritária para a Conservação Inhamus CA449, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 2016. Entre as características, encontra-se a área predominantemente recoberta pela unidade fitoecologica da Caatinga do Cristalino.

“Os recursos e valores associados a criação dessa nova UC se relacionam, entre outras, a geodiversidade local representada pela gruta casa de pedra e principal atrativo da região para o desenvolvimento de pesquisas científicas, turismo de base comunitária aliando conservação do patrimônio ambiental e cultural junto com a melhoria das condições de vida das comunidades locais”, pontua.

A Casa de Pedra ainda foi um dos primeiros sítios arqueológicos cearenses, descoberta na década de 1970, em campanhas realizadas por Milton Parnes e Alfredo Mendonça de Souza, quando identificaram na entrada principal três blocos com gravuras rupestres pré-históricas.

A área da UC localiza-se integralmente no interior da área de Reserva Legal do Projeto de Assentamento Rural de Umarizeira, vinculado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). “Trata-se de uma grande conquista para as populações assentadas da região, que têm esta reivindicação há muitos anos, para os dois municípios e para o Ceará”, ressaltou o secretário Artur Bruno.

Esta é a 29ª Unidade de Conservação estadual. Sua gestão será realizada pela própria Sema junto com o conselho gestor, constituído por representantes governamentais e da sociedade. “Cabe ressaltar que pelo fato da UC sobrepor parte da Reserva Legal do Assentamento Rural de Umarizeira, a participação de representantes do INCRA e dos Assentados deverá ser observado, bem como IPHAN, MPCE, prefeituras de Madalena e Itatira”, ponderou Andréa.


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