Vítima contou ao Sistema Verdes Mares como conseguiu fugir

Legenda: Vítima se machucou ao ser empurrada para dentro de carro de desconhecido no bairro Henrique Jorge
Foto: Wannifer Monteiro/SVM

A mulher, que preferiu não se identificar, afirmou que estava voltando a pé da padaria, por volta de 7h, quando o suspeito parou o carro, saiu do veículo e foi em sua direção. Ela conta que ele mostrou a arma por baixo da blusa e pegou nos braços dela, arrastando-a para o carro. O ataque ocorreu na Avenida Audízio Pinheiro.

Após jogar a mulher no banco do passageiro, o suspeito deu a volta para entrar no carro. Neste momento, a vítima conseguiu abrir a porta e correr, pedindo ajuda. “Eu tinha mais medo de continuar dentro do carro, porque acho que ele poderia me matar. Eu não sei o que ele ia fazer, porque ele não falou, mas ele poderia tirar minha vida. Então eu arrisquei tudo naquela hora”, afirma a vítima.

A mulher pediu ajuda a um homem que passava pelo local de moto e o suspeito fugiu no carro. Apesar de reconhecer o risco de reagir ao ataque, a mulher conta que acredita que sua ação de fugir do veículo foi “iluminada”. “Não desejo para ninguém uma situação dessas que vivi. […] Pensei que era o fim, que não tinha mais saída”, afirma.

A vítima relata que, de início, achou que era um assalto, mas percebeu que era outra abordagem quando o homem puxou seus braços.

“Machuquei minha cabeça, meu braço, porque ele pegou muito forte, e minha perna, que eu nem sei como foi”, lamenta a vítima. A mulher prestou Boletim de Ocorrência e realizou exame de corpo de delito.

Trauma

A mulher afirma que mora no bairro desde que nasceu e, apesar de já ter sido vítima de assaltos, nunca tinha passado por uma situação similar. O trauma do ataque mudou a rotina da vítima, que costumava ir à padaria toda manhã e caminhar sozinha em uma praça da região.

Depois do ataque, a mulher relata que não consegue mais sair de casa sem seus familiares. Ela afirma que moradores da região reconheceram o carro branco do suspeito utilizado e afirmaram que já viram o veículo rondando em ruas do bairro.

“Me levantava cedo e fazia caminhada na praça, aqui pertinho. Mas depois desse acontecido, não fiz mais. Ainda não estou com coragem de sair sozinha e estou evitando sair. Saindo só para o necessário, e sempre acompanhada”, conta a vítima sobre a sensação de insegurança.


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