Em 2019, 575.923 animais, entre cães e gatos, receberam vacinação antirrábica no Estado, segundo a Secretaria da Saúde (Sesa)

Legenda: Médico veterinário aponta importância da vacinação anual contra raiva em animais, a fim de evitar a propagação da doença.
Foto: Fabiane de Paula

Ao todo, o Ceará concentra cerca de 1,6 milhão de domicílios com cachorro ou gato.

Em 2019, 438 mil animais, entre cães e gatos, foram vacinados em Fortaleza, conforme a SMS. No Ceará, o número total foi de 575.923 animais, de acordo a Sesa. As vacinas estaduais são fornecidas pelo Ministério da Saúde.

Ao todo, no Estado, também foram contabilizados 2.658 acidentes por animal potencialmente transmissor de raiva, mas nenhum óbito, segundo documento da Sesa. Na coordenadoria de Fortaleza, que congrega Aquiraz, Eusébio, Itaitinga e a capital, foram registrados 68 casos.

Conforme o médico veterinário e professor doutor do Centro Universitário Fametro (Unifametro), Daniel Couto Uchoa, a vacinação para a raiva deve ser anual, precisando sempre ser reforçada pois, apesar de não ser uma doença comum, a raiva é de alta letalidade sem a vacina.

O animal pode contrair raiva no caso de ataque de um cão não vacinado, de um macaco ou até mesmo de uma raposa. “Quase todas as pessoas ou animais que pegam raiva vem a óbito. Por isso a importância da vacinação anual para o controle e para não ter casos de raiva”, destaca.

Saúde de cães e gatos

O médico veterinário também aponta a importância de o animal estar com todas as outras vacinas em dia para prevenir a contaminação tanto de si próprio, quanto dos donos. Evita que “o proprietário tenha que gastar bem mais para tratar uma doença que poderia ser prevenida por meio da vacinação nas datas corretas”, explica.

Daniel acrescenta que, além das vacinas, a vermifugação é necessária para a boa saúde do cachorro ou gato, recomendando um refoço a cada três meses.

“Um cão mal vermifugado em casa pode transmitir zoonoses para a família, principalmente para as crianças, idosas e mulheres grávidas, que é um grupo de risco maior”, alerta.

Adoção 

Legenda: Após adotar a Mag com apenas 45 dias de vida, a dona Priscilla Moura buscou garantir o bem estar do animal aplicando as vacinas necessárias de prevenção de doenças
Foto: Arquivo pessoal

gestora de Recursos Humanos Priscilla Moura, 31 anos, decidiu adotar um animal no começo da pandemia. Entre o fim de março e início de abril, resgatou a Mag de uma ONG de animais. “Eu decidi que queria adotar ao invés de comprar. Não só por questões financeiras, mas porque meus cachorros sempre foram adotados, nunca comprei. Dessa vez não ia ser diferente”, aponta.

Quando levou a cadela para casa, com apenas 45 dias de vida, não sabia que estava doente. Mag apresentou um problema no olho e outro, na barriga, precisando passar por 2 meses de tratamento. Logo após a recuperação, Priscilla buscou rapidamente aplicar as vacinas necessárias. Ao todo, foram cinco, incluindo a de gripe e a de raiva.

“Só podia tomar as vacinas quando terminasse esse tratamento das doenças. Então, quando concluiu. Dei as três primeiras vacinas e depois as outras duas”, detalha. Além disso, ela está cumprindo a tabela para aplicação do remédio de verme, e mensalmente a Mag, hoje com 6 meses, tem tomado o comprimido para carrapato.

“De grande importância a questão das vacinas no período certinho, não só para a saúde do animal, mas a nossa também”, finaliza a dona.


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