Grupo atacado era simpatizante de uma facção carioca e pensava que estava em outra região da cidade, mas lá o domínio era de uma facção cearense. Justiça decretou a prisão preventiva dos cinco suspeitos

Polícia no Vila do Mar
Legenda: Policiais isolaram a área após a localização dos corpos no Vila do Mar
Foto: Leabem Monteiro/SVM

A 17ª Vara Criminal, da Justiça Estadual, converteu a prisão em flagrante dos cinco suspeitos de cometer o triplo homicídio – Antônio Mariano Neto, Ewerton Martins da Silva, Isabelly de Sousa Silva, Joicilane Nascimento Ferreira e Nailson Andrade dos Santos – em prisão preventiva, na última quarta (17). Eles irão responder por três homicídios, três tentativas de homicídio e ainda por organização criminosa.

Ewerton da Silva tinha passagem pela Polícia por receptação. Enquanto Antônio Mariano já foi condenado por homicídio e porte ilegal de arma de fogo, ainda responde na Justiça e outros processos por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico e já era monitorado por tornozeleira eletrônica.

Os outros três suspeitos não tinham antecedentes criminais. Joicilane Ferreira pediu a conversão para prisão domiciliar, por ter dois filhos com menos de 12 anos, mas a juíza rejeitou.

“Anoto, por pertinente, que a primariedade e demais circunstâncias eventualmente favoráveis não são suficientes para afastar o decreto prisional, devendo ser ressaltado que até mesmo com a prática de um só delito, pode surgir a necessidade de segregação provisória, justificada pela gravidade do crime e pelas circunstâncias relacionadascom a ação criminosa”, considerou a magistrada.

Briga entre facções

Conforme o Inquérito Policial do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Ceará (PCCE), os crimes cometidos no Vila do Mar foram motivados por uma briga entre duas facções criminosas.

Um sobrevivente da ação criminosa reconhece que ele e os outros amigos atacados são simpatizantes de uma facção carioca e, ao chegarem em um local onde estava acontecendo uma festa, um deles gritou de dentro de um veículo de aplicativo “aqui é tudo dois, do PA (Padre Andrade)”.

Eles pensavam que estavam no Papicu. Mas estavam na comunidade da Colônia, na Barra do Ceará, dominada por uma facção cearense. Os jovens foram retirados a força do automóvel, espancados e baleados. Uma das três pessoas mortas foi até estrangulada com uma corda.

Duas jovens, de 24 e 16 anos (uma delas foi até baleada), sobreviveram aos ferimentos e foram levadas ao hospital. Outro jovem conseguiu correr dos criminosos, em um momento de dispersão, pediu ajuda a um casal para pedir um veículo de aplicativo e chegou em casa. O motorista que levou o grupo até a suposta festa também foi liberado pelos criminosos, após ter a chave do automóvel retida.

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